Mídia online: A morte definitiva do banner

Há 10 (quase 11) anos iniciei meu trabalho com internet. Desde então vi de tudo: banner, link texto, banner em flash, DHTML, banner flutuante, google adsense, banner musical, propaganda de vídeo, banner com joguinho, etc.. Miscelânea total

Darei neste post algumas dicas e opiniões pessoais sobre como divulgar seu site na internet.

Há alguns anos li um artigo que dizia: “O futuro do banner é a interatividade. Todo banner deve ter uma tarefa ou atrativo para o usuário”. De fato, era bastante interessante: (i) derrubar o macaquinho, (ii) atirar nos patos, (iii) direcionar o pipi do personagem ao vaso…. Tarefas fantásticas para pessoas maduras e inteligentes. gig

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Às vezes ainda vejo este tipo de banner aparecendo, mais em site gringo (pra quem votou no Bush 2 vezes, essas tarefas podem ser bastante divertidas).

Nada contra nossos amigos gringos do hemisfério norte, mas estamos percebendo um novo fenômeno, na minha opinião bastante positivo, na internet: a morte do banner.

O grande desafio do webmaster: divulgar o site a qualquer preço

Vejo até hoje sites aonde vale tudo: 80% de publicidade piscando e só 20% de conteúdo de interesse do usuário (textos, artigos, fotos, etc..). Vamos comparar com a televisão: durante uma novela, se o anúncio se estender por mais de 1:30, o espectador simplesmente troca de canal. Em um site, isto também ocorre. Nenhum visitante gosta de poluição visual. Há controvérsias, mas o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, certamente pensou desta forma ao aplicar a lei de outdoors.

Case Pânico na TV x CQC

Aproveitando a deixa, coincidência ou não, a turma do CQC veio com força e dosou bem a publicidade. Fizeram vinhetas de 10 segundos para divulgar os patrocinadores, antes de cada quadro. Resultado: migração da audiência do Pânico para o CQC. Não só pela publicidade excessiva, mas também por outros N fatores, conteúdo, etc..Exemplo prático: o programa Pânico na TV ganhou audiência crescente. A cada semana, mais audiência. Um fenômeno na época (entre os teenagers). Eles se desvirtuaram e encheram o programa de mídia, publicidade. Tornou-se um programa ainda pior do que o Milton Neves. A cada frase proferida, havia 5 comerciais no meio.

Ainda não tem um www

O mesmo fenômeno se aplica a internet: nossa publicidade deve ser bem dosada e não pode ter exageros. Se você vende mídia, deve vender para poucos e qualificados. E se você compra, deve fugir dos banner-farms (termo usado para sites com altíssima concentração de banners).

Toda jóia só tem valor enquanto ela é única e destacada. Sua marca também.

Sua marca é uma jóia. Ela precisa ser colocada no andar mais alto da melhor prateleira da sua exposição. Precisa ter holofotes voltados pra ela, para que todo mundo enxergue seu brilho. Não esconda sua marca. Mostre ela nos lugares corretos.

Repare que nas melhores joalherias, existem poucas peças expostas, mas de muito valor. Quanto mais você desde o padrão da joalheria até chegar a uma loja de bijuterias, mais produtos são expostos e conflitam entre sí. Recomendo uma visita a uma loja da H.Stern e logo depois, visite uma loja de atacado em bijuterias na 25 de Março (SP) ou no Saara (RJ). (Se for ao Saara, coma uma esfiha de carne antes).

Pergunte a qualquer mulher com mais de 18 anos: O que você prefere ganhar? Esta jóia da loja X ou esta bijuteria da loja Y? Sem sobra de dúvida a opção seja será pela jóia, exposta de forma única e visível.

Posicione sua marca na internet como uma jóia

Colocando um banner em um site superlotado de outros banners, como um classificados de jornal, até pode render alguns cliques e algumas vendas. Mas o consumidor não irá lembrar da sua marca no futuro.

Torne sua publicidade marcante. Seja direto e mostre seu diferencial. Ninguém tem mais paciência de ficar lendo textos longos. A internet é um meio direto e rápido. Evite o desperdício (tanto de dinheiro como da sua impressão digital na hora de digitar).

A publicidade pode acontecer em forma de texto. Uma idéia inovadora que vem sendo praticada nos últimos anos por fabricantes de telefone celular, é dar um modelo do novo produto para donos de blogs ou formadores de opinião, para que então eles teçam sua opinião sobre o produto. Mas cuidado, se o produto for ruim você terá surpresas desagradáveis.

Adianta, a final, usar banner ?

A resposta é Sim, mas “Aprecie com moderação”. A colocação de banner em sites de terceiros só é válida para reforçar e lembrar sua marca ou seu produto. O banner deve fixar sua marca na cabeça do consumidor, ao invés de tentar trazê-lo para seu site a qualquer preço.

Fato: o Google Analytics mostra que atualmente, o usuário prefere buscar no Google pelo nome da sua empresa ao invés de digitar sua URL. Algumas vezes ele nem lembra sua URL e nem o nome correto da sua empresa.

Este tipo de posicionamento de banner (como uma jóia) induz o usuário a te procurar no futuro, quando ele precisar do seu produto. E ao mesmo tempo, o posicionamento inteligente de um texto dentro de sites parceiros (exemplo do celular) mostra para o consumidor como seu produto é bom e para quem ele serve.

Nunca seja o vizinho chato

Você acabou de comprar o Pay-Per-View do campeonato carioca de futebol. As finais estão chegando. E nesse tempo, aquele seu vizinho chato marca presença na sua casa. Te liga várias vezes antes do jogo. Quer sempre colocar a familia dele inteira dentro da sua casa, e no último jogo chega até ao cúmulo de comer a sua comida. Não preciso nem dizer que no próximo campeonato ele não será mais convidado. Cada vez mais você irá querer ele longe da sua casa.

Conclusão: O consumidor precisa de privacidade e respeito. Jamais faça o papel do vizinho chato. Marque sua presença como uma jóia, no tempo certo, e com a devida moderação. Seja lembrado pela sua inteligência e pelo seu valor.

Autor: Gustavo Gallas

Em breve postarei mais artigos relacionados. Este artigo reflete minha opinião, e aceito comentários positivos ou contrários a ela. Comentários que sejam interessantes poderão ser inseridos ou explorados em futuros textos.

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