Quantas empresas brasileiras têm site? Os dados da TIC Empresas 2025

Pouco mais da metade das empresas brasileiras tem um site próprio — e esse número praticamente não mudou nos últimos seis anos. Enquanto isso, o WhatsApp e o Instagram se tornaram a principal vitrine dos negócios, e a maior parte das vendas online passou a acontecer por mensagem.

É o que mostra a TIC Empresas 2025, a pesquisa do Cetic.br, do NIC.br, que mede o uso de tecnologia pelas empresas do país desde 2005. Esta página organiza os principais números — site, redes sociais, vendas online, nuvem e inteligência artificial — e explica o que eles significam para quem tem um negócio.

Os números em resumo — TIC Empresas 2025
Empresas com site próprio56% — eram 54% em 2019
Pequenas empresas com site53% — quase metade não tem
Empresas com WhatsApp ou Telegram79%
Empresas que venderam pela internet68%
…que venderam pelo WhatsApp ou chat80% delas
…que venderam pelo próprio site32% delas
Empresas que usam inteligência artificial17%

Fonte: Cetic.br | NIC.br — TIC Empresas 2025, divulgada em 15 de junho de 2026. Empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas.

Infográfico com dados da TIC Empresas 2025: 56% das empresas brasileiras têm site, 53% entre as pequenas; das que vendem online, 80% usam o WhatsApp e 32% o próprio site; 17% usam inteligência artificial

Quantas empresas brasileiras têm site

Em 2025, 56% das empresas com acesso à internet tinham um site próprio. O número varia muito com o tamanho da empresa:

Porte20192021202320242025
Total54%58%56%53%56%
Pequenas (10 a 49 pessoas)51%54%52%49%53%
Médias (50 a 249)77%79%77%76%76%
Grandes (250 ou mais)89%89%85%81%87%

Quase metade das pequenas empresas — 47% — não tem site. E elas são a maioria: segundo o Cetic.br, as pequenas representam 87% das empresas que a pesquisa acompanha.

Seis anos de estabilidade: o site parou, as redes cresceram

A proporção de empresas com site oscila na faixa de 53% a 58% desde 2019 — nem a pandemia, que acelerou o comércio online, mudou esse patamar. O que cresceu foi a presença em redes sociais:

Rede social202320242025
WhatsApp ou Telegram74%74%79%
Instagram, TikTok ou similares71%74%76%
Facebook63%60%59%
LinkedIn30%30%34%
YouTube ou Vimeo18%18%19%

Hoje, uma empresa brasileira tem mais chance de estar no WhatsApp do que de ter um site. As redes se tornaram a principal forma de presença online dos negócios — e o site, para muitos, deixou de ser o primeiro passo.

Como as empresas vendem pela internet

68% das empresas venderam pela internet em 2025 — contra 61% em 2024 e 70% em 2023. Mas o canal chama atenção:

Canal de venda (2025)TotalPequenasMédiasGrandes
WhatsApp, Skype ou chat do Facebook80%81%75%54%
E-mail55%54%68%64%
Redes sociais40%42%28%26%
Site da própria empresa32%30%49%53%
Aplicativos22%22%22%22%
Marketplaces (Mercado Livre e outros)21%21%22%26%

Proporção entre as empresas que venderam pela internet.

Só uma em cada três empresas que vendem online usa o próprio site para isso. Nas grandes, o site aparece em mais da metade; nas pequenas, em menos de um terço — que vendem, na prática, pela conversa.

E-mail e nuvem

O e-mail é o serviço em nuvem mais contratado pelas empresas brasileiras:

Serviço pago em nuvem (2025)Empresas
E-mail56%
Armazenamento de arquivos ou banco de dados54%
Software de finanças ou contabilidade51%
Software de segurança45%
Software de escritório38%
Capacidade de processamento (servidores)36%

O e-mail na nuvem cresceu de 47% em 2021 para 56% em 2025 — e é, ao lado do armazenamento, o serviço que mais avançou.

Inteligência artificial chega às pequenas

17% das empresas usaram algum tipo de inteligência artificial em 2025 — eram 13% em 2023 e 2024. O salto foi maior nas pontas: de 38% para 50% nas grandes, e de 10% para 15% nas pequenas. O Cetic.br estima que cerca de 93 mil empresas usaram IA no ano, e a média brasileira ainda fica abaixo da registrada na União Europeia, de 20%.

O que esses números significam para quem tem um negócio

O WhatsApp venceu como canal de conversa — mas uma conversa não é um endereço. Três limites de depender só dele e das redes sociais:

  • Você não controla a plataforma. Uma conta bloqueada, uma mudança de regra ou uma queda do serviço tiram o negócio do ar de uma vez — e sem aviso.
  • Quem procura no Google não encontra uma conversa. O cliente que busca pelo seu produto chega a sites; sem um, ele chega ao concorrente que tem.
  • Um site é a prova de que a empresa existe. O consumidor que verifica se uma loja é confiável procura o domínio, o CNPJ e o endereço — como mostramos no guia sobre como saber se um site é confiável.

O site não substitui o WhatsApp — ele o sustenta. O caminho que os números sugerem para uma pequena empresa é somar os dois: um domínio próprio, um site simples com os dados da empresa e um botão que leva à conversa, e um e-mail no próprio domínio — nosso guia sobre e-mail corporativo mostra por quê.

Metodologia e fonte

Os dados são da pesquisa TIC Empresas 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do NIC.br, divulgada em 15 de junho de 2026. Foram entrevistadas, por telefone, 4.174 empresas entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026.

O Cetic.br é um dos braços do NIC.br, ao lado do Registro.br, do CERT.br e do IX.br — explicamos a estrutura no guia sobre quem manda na internet brasileira.

A pesquisa cobre empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas — microempresas não fazem parte desta edição. As proporções se referem ao total de empresas com acesso à internet, exceto quando indicado. Os valores foram lidos da apresentação oficial de lançamento — indicadores B8 (site), B15A (redes sociais), E2B e E2C (vendas online), B18 (nuvem) e H9 (inteligência artificial) — e as tabelas completas, com margens de erro, estão no site do Cetic.br.

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Perguntas frequentes

Quantas empresas brasileiras têm site?
56% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas tinham site próprio em 2025, segundo a pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br. Entre as pequenas, são 53%; entre as médias, 76%; e entre as grandes, 87%.

O número de empresas com site está crescendo?
Não de forma relevante. A proporção oscila entre 53% e 58% desde 2019 — era 54% naquele ano e 56% em 2025. O que cresceu no período foi a presença em redes sociais, como WhatsApp e Instagram.

Como as empresas brasileiras vendem pela internet?
Principalmente por mensagem. Entre as empresas que venderam pela internet em 2025, 80% usaram o WhatsApp ou outro chat, 55% o e-mail, 40% as redes sociais e só 32% o próprio site. Marketplaces como o Mercado Livre foram usados por 21%.

Quantas empresas usam inteligência artificial no Brasil?
17% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas usaram algum tipo de IA em 2025, contra 13% em 2024. Entre as grandes, a proporção chegou a 50%; entre as pequenas, a 15%.

O que é a pesquisa TIC Empresas?
É a pesquisa do Cetic.br, centro de estudos do NIC.br, que mede o uso de tecnologia pelas empresas brasileiras desde 2005. A edição 2025 entrevistou 4.174 empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas e foi divulgada em junho de 2026.

Vale a pena ter site se a empresa já vende pelo WhatsApp?
Sim — os dois se completam. O WhatsApp é o canal da conversa; o site é o endereço que aparece no Google, que comprova que a empresa existe e que não depende das regras de nenhuma plataforma. O caminho mais comum é um site simples com um botão que leva ao WhatsApp.

Conclusão

Os dados da TIC Empresas 2025 mostram um retrato curioso: as empresas brasileiras estão cada vez mais conectadas, mas não mais presentes na web. A fibra chegou, a nuvem cresceu, a inteligência artificial começou a entrar nas pequenas — e a proporção de empresas com site segue em 56%, como seis anos atrás.

O WhatsApp ocupou esse espaço, e com razão: é onde o cliente brasileiro conversa. Mas quase metade das pequenas empresas ainda depende só de plataformas que não controla — sem um endereço próprio que apareça no Google e que prove, para quem desconfia, que a empresa é real. Os números sugerem que o próximo passo de muitos negócios não é trocar o WhatsApp pelo site, e sim somar os dois.

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Gustavo Gallas

Analista de sistemas, formado pela PUC-Rio. Programador, gestor de redes e diretor da empresa Homehost. Pai do Bóris, seu pet de estimação. Gosta de rock'n'roll, cerveja artesanal e de escrever sobre assuntos técnicos.

Contato: gustavo.blog@homehost.com.br

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