O nslookup é um comando que consulta o DNS: você dá a ele um domínio, e ele devolve as informações registradas no DNS daquele domínio — o endereço IP, o servidor de e-mail, os registros de texto e outros. É a ferramenta mais universal para investigar DNS, presente no Windows, no macOS e no Linux, sem precisar instalar nada.
Se você já configurou um domínio, mudou um servidor de e-mail ou tentou descobrir por que um site não carrega, o nslookup é o instrumento que responde à pergunta “o que o DNS está dizendo sobre este domínio agora?”. Este guia mostra o que é o nslookup, como usá-lo para consultar cada tipo de registro, como interpretar a resposta, e por que às vezes ele parece “mentir” — além da diferença para o dig, seu primo mais moderno.
O nslookup (name server lookup) é um comando de terminal que consulta o DNS de um domínio. No uso mais simples, nslookup seusite.com.br devolve o endereço IP. Para consultar um tipo específico de registro, use -type=: por exemplo, nslookup -type=mx seusite.com.br mostra o servidor de e-mail, e -type=txt mostra os registros TXT. Funciona no Windows, macOS e Linux sem instalar nada.
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O que é o nslookup
O nslookup — de name server lookup, ou “consulta ao servidor de nomes” — é uma ferramenta de linha de comando para consultar o DNS. Ele faz, manualmente e sob demanda, o mesmo tipo de pergunta que o seu navegador faz automaticamente toda vez que você acessa um site: “qual é o endereço deste domínio?”.
A diferença é que, com o nslookup, você faz a pergunta, escolhe exatamente o que quer saber, e vê a resposta crua do servidor DNS — sem a intermediação do navegador. Isso o torna a ferramenta padrão para verificar se um registro foi configurado corretamente, diagnosticar por que um e-mail ou site não funciona, e confirmar se uma alteração no DNS já se propagou.
Ele vem instalado por padrão em praticamente todos os sistemas — Windows, macOS e Linux —, e por isso é a primeira ferramenta que se alcança quando algo relacionado a DNS precisa ser investigado.
Como abrir o nslookup
O nslookup roda no terminal do seu sistema:
- Windows: abra o Prompt de Comando (tecle
Win + R, digitecmde Enter) ou o PowerShell. - macOS: abra o Terminal (em Aplicativos → Utilitários).
- Linux: abra o seu terminal de preferência.
Em todos eles, o comando é digitado da mesma forma. Se o nslookup não estiver disponível em alguma distribuição Linux enxuta, ele faz parte do pacote de utilitários de DNS (como o dnsutils ou bind-utils), que também traz o dig.
O uso mais básico: descobrir o IP de um domínio
A forma mais simples do comando é digitar nslookup seguido do domínio:
nslookup homehost.com.br A resposta vem mais ou menos assim:
Servidor: dns.google
Address: 8.8.8.8
Resposta não autoritativa:
Nome: homehost.com.br
Address: 200.151.24.50 Isso já traz duas informações importantes, e entender cada linha é a chave para usar o nslookup bem — o que veremos a seguir.
Como ler a resposta do nslookup
A saída do nslookup confunde muita gente por causa das primeiras linhas. Vamos por partes:
| Linha | O que significa |
|---|---|
| Servidor / Address (topo) | Qual servidor DNS respondeu à consulta (não é o resultado) |
| Resposta não autoritativa | O resultado veio do cache do resolvedor, não direto do dono da zona |
| Nome / Address (embaixo) | O resultado de verdade: o domínio e o IP a que ele resolve |
Os dois pontos que mais geram dúvida:
As primeiras linhas não são a resposta. O “Servidor” e o “Address” do topo dizem apenas quem respondeu — normalmente o seu resolvedor de DNS (o do provedor, ou o 8.8.8.8 se você usa o Google). A resposta que você quer está embaixo, em “Nome” e “Address”.
“Resposta não autoritativa” é normal, não é erro. Significa apenas que a resposta veio do cache de um resolvedor intermediário, e não diretamente do servidor autoritativo (o dono da zona). Na esmagadora maioria das consultas é o que você verá, e está tudo certo — é assim que o DNS funciona no dia a dia.
Consultando cada tipo de registro com -type=
Aqui está o que torna o nslookup poderoso: o parâmetro -type=, que permite pedir um tipo específico de registro em vez do IP padrão. É assim que você inspeciona toda a configuração de um domínio:
| Comando | O que retorna |
|---|---|
nslookup -type=a dominio | O endereço IPv4 (registro A) |
nslookup -type=aaaa dominio | O endereço IPv6 (registro AAAA) |
nslookup -type=mx dominio | Os servidores de e-mail e suas prioridades (registro MX) |
nslookup -type=txt dominio | Os registros de texto: SPF, DKIM, verificações (registro TXT) |
nslookup -type=cname sub.dominio | O apelido para onde o nome aponta (registro CNAME) |
nslookup -type=ns dominio | Os servidores de nomes que respondem pela zona (registro NS) |
nslookup -type=ptr IP | O nome associado a um IP (DNS reverso, registro PTR) |
Cada um desses corresponde a um tipo de registro da zona DNS — e é a forma prática de verificar cada configuração. Quer confirmar se o registro MX do seu domínio aponta para o servidor certo? nslookup -type=mx. Publicou um SPF e quer ver se está no ar? nslookup -type=txt. Cada guia de registro da nossa série usa exatamente esse comando para a verificação.
Consultando um servidor DNS específico
Por padrão, o nslookup pergunta ao resolvedor configurado no seu sistema. Mas você pode escolher a qual servidor perguntar, colocando o IP do servidor no final do comando:
nslookup homehost.com.br 8.8.8.8 Esse comando consulta diretamente o DNS do Google (8.8.8.8), ignorando o resolvedor do seu provedor. É uma técnica valiosa por dois motivos:
- Testar propagação: consultando servidores diferentes (o do seu provedor, o do Google, o da Cloudflare), você vê se uma alteração recente já chegou a todos — porque a propagação de DNS não acontece ao mesmo tempo em todo lugar.
- Contornar cache local: se o seu provedor ainda tem um valor antigo em cache, perguntar direto a outro servidor mostra o valor mais atual.
O modo interativo
Se você digitar apenas nslookup e Enter, sem um domínio, ele entra no modo interativo — um prompt próprio onde você pode fazer várias consultas seguidas sem redigitar o comando:
nslookup
> set type=mx
> homehost.com.br
> set type=txt
> homehost.com.br
> exit Dentro dele, set type= muda o tipo de registro para as próximas consultas, e você digita um domínio por vez. Para sair, digite exit. O modo interativo é conveniente quando você vai inspecionar vários registros de um mesmo domínio em sequência.
Por que o nslookup às vezes parece “mentir”
Um ponto que confunde e vale entender: às vezes o nslookup mostra um valor que não bate com o que você acabou de configurar, ou que difere do que outra pessoa vê. Isso raramente é um bug — é o cache em ação.
O nslookup, por padrão, pergunta ao seu resolvedor, que guarda respostas em cache por um tempo (o TTL do registro). Se você mudou um registro há pouco, o resolvedor pode ainda estar servindo o valor antigo até o cache expirar. Por isso:
- Uma alteração recente pode não aparecer imediatamente — é a propagação de DNS em curso.
- Consultar direto o servidor autoritativo (ou um resolvedor público como o
8.8.8.8) pode mostrar um valor diferente do resolvedor do seu provedor. - Duas pessoas em provedores diferentes podem ver respostas diferentes durante uma janela de propagação.
Entender isso evita o erro clássico de concluir que “o registro está errado” quando, na verdade, ele só ainda não propagou.
nslookup vs dig: qual usar
Se você pesquisou sobre consulta de DNS, provavelmente encontrou também o dig. Os dois fazem o mesmo trabalho essencial, mas têm perfis diferentes:
| Aspecto | nslookup | dig |
|---|---|---|
| Disponibilidade | Windows, Mac e Linux por padrão | Mac e Linux; no Windows precisa instalar |
| Facilidade | Mais simples de ler | Saída mais técnica e detalhada |
| Público típico | Uso geral, primeira consulta | Diagnóstico avançado |
Na prática: o nslookup é a escolha natural no Windows e para consultas rápidas do dia a dia. O dig é preferido por quem trabalha com redes e quer ver todos os detalhes da resposta (TTL exato, seção de autoridade, tempo de consulta). O equivalente ao nslookup -type=mx dominio no dig é dig dominio MX +short. Saber os dois é útil; começar pelo nslookup é o caminho mais simples.
nslookup para diagnosticar problemas
O nslookup é uma das primeiras ferramentas em qualquer diagnóstico de DNS. Alguns usos práticos:
- Site não carrega:
nslookup dominio— se não retorna IP, o problema é de DNS, não do servidor do site. - E-mail não chega:
nslookup -type=mx dominio— confirma se há registro MX e se aponta para o servidor certo. - Verificação de domínio falha:
nslookup -type=txt dominio— checa se o registro TXT de verificação foi publicado. - Trocou de hospedagem:
nslookup -type=ns dominio— mostra se os servidores de nomes já são os novos.
Se a consulta revela que o DNS está mesmo com problema, o passo seguinte é diagnosticar a causa — e para isso há um guia dedicado sobre como resolver problemas de DNS, que usa o nslookup junto de outras técnicas.
Perguntas frequentes
O que é o nslookup?
É um comando de terminal usado para consultar o DNS de um domínio. O nome vem de name server lookup. Com ele, você pergunta ao DNS informações sobre um domínio — o endereço IP, o servidor de e-mail, os registros de texto e outros — e vê a resposta diretamente, sem a intermediação do navegador. Está disponível no Windows, macOS e Linux por padrão.
Como usar o nslookup no Windows?
Abra o Prompt de Comando (tecle Win + R, digite cmd e Enter) e digite nslookup seguido do domínio, por exemplo nslookup seusite.com.br. Para consultar um tipo específico de registro, use o parâmetro -type, como em nslookup -type=mx seusite.com.br. O comando funciona da mesma forma no PowerShell.
Como consultar o registro MX com o nslookup?
Use o comando nslookup -type=mx seusite.com.br. Ele retorna os servidores de e-mail do domínio com suas prioridades. É a forma mais rápida de conferir se o registro MX está configurado e apontando para o servidor certo, útil quando um domínio não recebe e-mails.
O que significa “resposta não autoritativa” no nslookup?
Significa que a resposta veio do cache de um servidor DNS intermediário (o resolvedor), e não diretamente do servidor autoritativo, que é o dono da zona do domínio. Não é um erro: é o comportamento normal da maioria das consultas, já que o DNS usa cache para ser rápido.
Qual a diferença entre nslookup e dig?
Os dois consultam o DNS, mas o nslookup vem instalado por padrão no Windows, Mac e Linux e tem uma saída mais simples, enquanto o dig oferece uma resposta mais técnica e detalhada, sendo preferido em diagnósticos avançados. No Windows, o dig precisa ser instalado à parte. Para o dia a dia, o nslookup costuma bastar.
Por que o nslookup mostra um resultado diferente do que configurei?
Quase sempre por causa do cache. O resolvedor de DNS guarda as respostas por um tempo (o TTL), então uma alteração recente pode não aparecer até o cache expirar — é a propagação de DNS em andamento. Consultar diretamente outro servidor, como o 8.8.8.8, colocando o IP dele no fim do comando, costuma mostrar o valor mais atual.
Como consultar um servidor DNS específico com o nslookup?
Coloque o IP do servidor no final do comando, depois do domínio. Por exemplo, nslookup seusite.com.br 8.8.8.8 consulta diretamente o DNS do Google, ignorando o resolvedor do seu provedor. É útil para testar a propagação de uma alteração e para contornar um cache local desatualizado.
O nslookup funciona no Linux e no Mac?
Sim. O nslookup está disponível no macOS e na maioria das distribuições Linux, além do Windows. Em algumas distribuições Linux mínimas pode ser preciso instalar o pacote de utilitários de DNS (como dnsutils ou bind-utils), que também inclui o dig.
Na hospedagem da Homehost o DNS do seu domínio já vem pronto e apontado, com registros A, MX e TXT configurados — e suporte em português para quando você precisar conferir qualquer coisa.
Conhecer a hospedagem HomehostConclusão
O nslookup é a lupa do DNS: um comando simples, presente em qualquer sistema, que responde à pergunta “o que o DNS diz sobre este domínio?”. Guarde o essencial: nslookup dominio traz o IP, e o parâmetro -type= abre a porta para todos os outros registros — mx para e-mail, txt para SPF e verificações, ns para servidores de nomes, ptr para o reverso. Ao ler a resposta, lembre que as primeiras linhas dizem só quem respondeu, e que “resposta não autoritativa” é normal. E quando um valor não bate com o esperado, o culpado quase sempre é o cache — não o registro. Com o nslookup na mão, configurar e diagnosticar DNS deixa de ser adivinhação e vira verificação.