5 erros comuns de SEO para evitar em 2019

Os projetos de SEO vieram mudando de formato ano após ano. Por volta de 2010, quanto mais links se conseguia, melhor seria seu ranking no Google. O Google possui um algoritmo para rankear os sites nas páginas de busca, mas esse algoritmo é guardado a sete chaves pela empresa americana. Contudo, o Google frequentemente revela alguns indicadores e dá orientações sobre as boas práticas de SEO.

Primeiro o update Panda do Google, e depois o update Penguim vieram e mudaram toda a história. Neste artigo explicaremos os cinco erros comuns de SEO que você deve evitar a todo custo de acordo com o contexto atual. Em resumo, muitas táticas que funcionavam no passado, hoje podem ter como resultado uma penalização severa para o seu site – e isso prejudicará os seus resultados nas pesquisas.

Erro 1: Não dar importância a links NOFOLLOW

Um link possui um atributo “rel”, onde se explica aos robôs dos buscadores se eles devem seguir ou não aquele link. Quando se indica rel=NOFOLLOW, estamos dizendo ao buscador que não queremos indexar aquele link.

Um exemplo de link com “NOFOLLOW“:

Quando o link é comum (sem o rel=NOFOLLOW), chamamos de “DOFOLLOW. Dessa forma, se usa um jargão do mercado de SEO, dizendo que este link passa “link juice”. Em outras palavras, amplamente é dito por aí que os links “DOFLLOW” são os únicos que atribuem valor.

A grande verdade é que isso é um mito. De fato, links “NOFOLLOW” possuem tanto valor quando os links “DOFOLLOW“. O Google atualmente faz uma conta no seu perfil de links, e considera que os sites que possuam menos de 10% de links “NOFOLLOW” possuem um perfil artificial de links.

Exemplo de um perfil de links nofollow x dofollow

Todo site deve receber links de forma natural. Um compartilhamento no Twitter, outro no Facebook, uma menção no Reddit, um link vindo de um blog… Sites que fazem uso de serviços de compras de links estão sendo severamente penalizados, e uma forma que o Google tem de encontrar esses sites, é avaliando a percentagem de links NOFOLLOW x DOFOLLOW.

Mesmo tendo um link NOFOLLOW, o Google considera a autoridade do site que está linkando. Ou seja, o site da Wikipedia, segundo o ranking Moz, possui um “DA” (Domain Authority) de 93. Quanto maior o “DA“, maior é a autoridade do seu site. O Google possui uma autoridade “DA” de 100, que é o maior número possível. Quando se registra um novo domínio e inicia um site, ele parte do “DA” 1.

A Wikipedia sempre usa “NOFOLLOW” nos seus links, e mesmo assim, ter um link na Wikipedia já é suficiente para estar ranqueado na primeira página em algumas keywords não muito concorridas.

Erro 2: Comprar links

Quem nunca se deparou com uma oferta tentadora de comprar links? É muito comum ver sites vendendo 50, 100 ou 500 links de diferentes sites, com autoridade “DA” superior a 70. Há alguns anos, essa prática chegou a funcionar. Por exemplo, um site comprava centenas de links, e automaticamente ganhava Pagerank (que atualmente não serve mais como indicador de autoridade).

Pois, bem, o Google identifica a qualidade dos links que cada site coloca, e penaliza os que façam práticas de compra ou venda. Mas como o Google faz isso?

Links com alto Bounce Rate

Atualmente a grande maioria dos webmasters usam o Google Analytics. Ele possui um parâmetro que é o Bounce Rate (taxa de rejeição). Quanto maior o Bounce Rate, maior a taxa de abandono do seu site. Sempre que um usuário navega pelo seu site, descendo a rolagem da tela, clicando, etc, o Google entende que houve navegação e houve interesse por parte do usuário. Em contrapartida, quando um usuário se depara com um site que tenha um conteúdo não relevante, ele em poucos segundos irá sair. Ou seja, isso aumenta a sua taxa de rejeição.

taxa de rejeição seo

Links vindo de páginas não relevantes

Desde o update Penguim, o Google passou a classificar os sites de acordo com o seu assunto. Por exemplo, o Google sabe que o site da Homehost é da área de tecnologia. O site TripAdvisor.com , é da área de viagens e turismo. Sempre que ele encontra um site de uma área diferente linkando para você, este link é simplesmente desconsiderado.

Os sites com um alto perfil de links irrelevantes (links vindo de sites de áreas e assuntos diferentes), são automaticamente penalizados e perdem posições no Google.

Portanto, compra de links é algo totalmente prejudicial ao seu site atualmente. A forma correta de fazer link building é criar conteúdo de valor e de alta utilidade. Assim, os usuários irão linkar para o seu site naturalmente.

Erro 3: Não acompanhar a sua versão mobile

Um grande erro é pensar: “otimizei o meu site para mobile, portanto, nunca mais preciso voltar a mexer com isso”. A cada semana, são lançados dezenas de telefones celulares e tablets novos, com diferentes resoluções e tamanhos de tela. Inegavelmente, conforme os anos passam, as telas vêm aumentando e mudando de formato.

Exemplificando, contaremos um caso que ocorreu na própria Homehost: em meados de 2019, os nossos rankings caíram bastante. Não entendíamos o porquê, pois não havia penalização nem nada similar. Fomos então ao Google Search Console, e ali estava apontando que o site não estava otimizado para dispositivos móveis. Dessa forma, fomos à ferramenta Google Mobile Friendly Test. Lá estava a surpresa: o nosso site já mostrava cortes em alguns textos e imagens na tela.

Google mobile friendly test

Mensalmente, o Google altera os seus padrões de tamanho de tela e resolução para mobile. Dessa forma, é essencial você executar o teste do Google sempre para conferir se o seu site está sendo corretamente exibido nos dispositivos móveis da atualidade.

Erro 4: Ter um site demasiadamente pesado e lento

O lema dos dias de hoje é “menos é mais”. Há alguns anos se usava sites em Flash, com imagens enormes. Era bonito ver um site com bastante multimídia. Contudo, o tempo de carregamento era muito lento. A velocidade do seu site pode ser testada pela ferramenta GTMetrix.

Por isso, deixamos aqui alguns fatores que ajudarão a melhorar o seu ranking, e reduzem o tempo de carregamento do seu site:

  • Usar imagens comprimidas – Sugerimos o tinyjpg ou o plugin Smush para WordPress;
  • Use a compressão gzip no seu servidor web –  os planos de hospedagem Homehost possuem essa função, que pode ser ativada pelo painel de controle;
  • Use sempre CSS e JS minificados – sugerimos o site minifier.org ;
  • Habilite os caches de navegadores, no painel de controle da sua hospedagem;
  • Use pequenos JavaScripts dentro do próprio HTML. Só use JavaScript num arquivo separado caso seja realmente necessário, e caso ele seja grande;
  • Ter um bom servidor de hospedagem, se possível com armazenamento SSD.

Um exemplo de relatório completo de velocidade do seu site no GTMetrix:

otimização de velocidade para SEO

Erro 5: Não dar importância à fonte dos textos do site

O Google atualmente valoriza além do conteúdo, a legibilidade do seu texto. O plugin Yoast SEO, por exemplo, possui uma ferramenta bastante completa de análise. Neste vídeo explicamos como fazer toda a otimização de legibilidade no seu site com o Yoast.

Aleém disso, outro fator que muitos ignoram é o tamanho e tipo de fonte do site. Um site com uma fonte pequena e difícil de ler, faz com que o usuário saia e não leia todo o seu conteúdo. Da mesma forma, um site com uma letra suficientemente grande e de fácil compreensão, atrai e mantém a atenção do leitor.

O Google Fonts possui ótimas opções. No Google Fonts, recomendamos escolher uma fonte com as seguintes características:

  • Fontes da família “Sans Serif”;
  • Baixo “thickness”;
  • Tamanho mínimo de 20px em texto;
  • Tamanho mínimo de 40px bold em títulos.

Conclusão sobre os erros de SEO

Enfim, SEO é uma questão de repetição e persistência. Ou seja: nunca devemos pensar que já fizemos tudo o que era possível, devemos sempre nos colocar no lugar do Google e imaginar como faríamos para escolher e rankear um site nas pesquisas. Os usuários fazem pesquisas (que, na verdade, são perguntas), e o Google por sua vez precisa entregar a melhor resposta possível. Dessa forma, a missão do Google é sempre buscar e entregar conteúdo de qualidade ao usuário.

Para saber mais, recomendamos também a leitura do nosso artigo 20 dicas para subir no Google.

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